Três Sombras – Cyril Pedrosa

Embora a gente não pense o tempo todo sobre isso, lutamos pela vida a cada instante e todos os nossos momentos são feitos para escapar da morte, seja nos alimentando, seja lendo um livro, seja abraçando quem amamos. E não lutamos apenas pela nossa vida, mas também por quem faz parte dela. Três Sombras é sobre essa dolorosa briga contra aquilo que mais julgamos injusto: a morte de um ente querido.

Morando no campo, distante de todos os perigos, Louis e Lise são um casal que vive, com seu filho Joachim, a alegria de um cotidiano simples e amoroso. Isolados em seu mundo de felicidade bucólica, com abundância de harmonia familiar e natureza, não imaginavam que um dia as coisas não seriam mais como antes.

Certo dia, ao longe, nas colinas, surgem três sombras misteriosas que passam a rondar a casa da família – e quem conhece mitologia grega já imagina quem sejam. Ao que parece, elas querem levar Joachim, e a família passa então a ficar tomada pelo medo. A mãe aceita o destino do filho, mas Louis decide partir com ele para o mais longe que puder, a fim de escapar do que ele não pode suportar. Eles passarão por algumas aventuras com as sombras em seu encalço, até que o pai tenha que fazer uma escolha que poderá ajudar a salvar o filho.

O desenho do francês (de origem portuguesa) Cyril Pedrosa é de uma sensibilidade tocante, muito expressivo e bonito, variando um pouco o estilo conforme a carga das emoções dos personagens. Cada detalhe da história é cheio de simbolismo para quem estiver atento à leitura. É uma linda alegoria sobre família, perdas, excesso de proteção e sobre a importância de aproveitar cada momento da vida porque “o verão nunca dura tempo suficiente”.

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10 comentários sobre “Três Sombras – Cyril Pedrosa

  1. Não conhecia esse quadrinho, me lembrou uma história que li há alguns anos atrás falando sobre o enganar da morte. – Vou ficar tentando lembrar o nome da história o resto do dia! –
    Fiquei curioso, foi já pra minha listinha de quadrinhos a comprar. 🙂
    Beijão.

    1. Jon, é um quadrinho simples e bonito, não conhecia o autor e já estou de olho na próxima obra dele que se chama Portugal. Agora fiquei curiosa com a história que você leu. Se lembrar, me conta! Beijos!

  2. Lua, assim que li sua resenha, essa graphic novel entrou pra minha lista de must-reads.

    É exatamente o estilo que eu amo, e o traço também parece ser muito bonito… A Cia. das Letras dificilmente erra!

    Abraço! ;]

    1. Tem época que leio mais e outra menos, mas gosto muito de quadrinhos! Hoje em dia não procuro muito as de super-heróis, mas quando tem algo diferente já me interesso. Obrigada pelo carinho, Michelle! Beijos!!!

  3. Que bom voltar a visitar seu blog e encontrar uma dica de um livro como esse. Eu amo quadrinhos e vou correndo ler este livro! Você está se tornando (ou acho que já se tornou) me fonte de novidades (novas ou não) do universo dos quadrinhos!
    Beijos!

    1. Que bom, Sandro! Eu andei meio por fora nos últimos tempos, mas esse ano resolvi me atualizar um pouco mais no mundo dos quadrinhos.
      Espero que você goste desse! Beijo! =)

  4. Adorei essa graphic novel . Achei a história com uma sensibilidade bem trabalhada, que trata de forma tocante sobre a vida, a morte, a efemeridade das coisas e a perda de um ente querido. A mensagem final é sensacional. Li rapidinho na livraria.

Deixe um comentário e eu responderei aqui mesmo. Obrigada pela visita!

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