The Lost Thing (2010) – Andrew Ruhemann e Shaun Tan

Prestes a terminar de ler Contos de Lugares Distantes, do Shaun Tan, eu paro para olhar a pequena biografia do autor no final do livro e vejo que ele foi responsável pela concepção de arte em Wall-E e co-diretor de The Lost Thing, oscar de melhor curta de animação do ano passado que eu estava por assistir há meses e que foi baseado num livro seu de mesmo nome.

É um lindo filme, que começa com o encontro de um jovem e uma criatura meio máquina, meio animal. O jovem percebe que ela é uma Coisa Perdida, algo que não parece fazer parte do seu mundo e cuja importância ninguém reconhece. Você vê então um grande contraste entre essa Coisa cheia de vida e de cor e as pessoas cinzentas deste mundo que estão preocupadas com questões mais importantes e sérias do cotidiano. Na tentativa de encontrar um lugar para ela, ele irá se deparar com algumas soluções, entre elas a opção de que a Coisa Perdida se encaixe neste esquema cinzento.

Este filme me fez pensar não só em amizade, em abandono e em convivência com o diferente, mas também em como as pessoas podem ser mais frias e automatizadas que as próprias máquinas quando se importam apenas com a mera reprodução da vida cotidiana.

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